Terapia dos Sistemas Familiares: as jornadas que traçamos rumo a vida adulta

Para entender onde estamos e para onde vamos, é preciso saber exatamente de onde viemos. Aqui entra a abordagem terapêutica dos Sistemas Familiares Internos.

Já considerou o quanto de seu comportamento é influenciado pelo que viveu enquanto ainda era uma criança? Ou até mesmo tudo o que te afetou quando ainda morava dentro do útero?

São nessas questões que a teoria se baseia. Conheça mais abaixo:

 

O que é a Terapia dos Sistemas Familiares Internos?

 

Essa terapia se baseia na Teoria dos Sistemas Familiares, um conceito explicando que a compreensão dos indivíduos só pode ser completa quando analisamos toda a sua estrutura familiar.

Dessa maneira, os nossos comportamentos estão ligados à maneira como fomos criados e como primeiramente desenvolvemos a consciência.

Através dessa abordagem psicoterapêutica, muitos terapeutas e teóricos observaram que existem subpersonalidades ou “partes” em todos nós. 

Assagioli considerava existir várias dessas subpersonalidades, já Jung as organizou em complexos, negativos ou positivos (arquétipos).

Ambos concordavam que cada pessoa contém um Centro (Self), que é diferente das partes mencionadas. O Self é um estado de espírito neutro, como um observador passivo.

Ele pode ainda se desenvolver e passar a ocupar um gerente ativo da personalidade, segundo Assagioli, ou ocupar a personalidade total, como acreditava Jung.

 

Como os Sistemas Familiares são divididos?

 

Para entender melhor os Sistemas Familiares, podemos considerar que são divididos em três grupos:

 

Partes de sobrevivência

 

As partes de sobrevivência abrigam os chamados “gerentes” e “bombeiros”.

Gerentes

Segundo Marcelo L. Pelizzoli, os gerentes são as partes com maior grau de controle, são elas que administram o sistema interno. Tentam afastar os sentimentos difíceis causados pelas partes exiladas, as quais vamos aprofundar abaixo.

Os gerentes entram em conflito e assumem papeis dos quais não gostam, mas consideram necessários. 

Para evitar surpresas desagradáveis que possam engatilhar as partes feridas, por vezes o gerente tenta afastar qualquer sentimento e acaba se tornando Controlador.

Isso também pode ocasionar um pessimismo passivo que evita os sentimentos mais íntimos em relações interpessoais, assim evitando que a raiva e o medo surjam.

Em resultado, a pessoa pode se tornar apática, nem mesmo sentindo a determinação para trabalhar em busca de objetivos. 

Gerentes podem manifestar ações como reclusão, desapego emocional, fobias, ataques de pânico e comportamentos depressivos. 

Até desejam receber carinho, mas evitam demonstrar vulnerabilidade com medo de se machucarem. Sentem que é a sua responsabilidade serem competentes e zelarem pela segurança da pessoa.

Bombeiros

Essas partes são mais impulsivas e não apresentam tanto controle. Em resultado, ações comuns dessas partes podem envolver abuso de drogas, compulsão por comer ou entorpecimento.

Atuam para fazer com que a pessoa fique dissociada e elimine os sentimentos dolorosos causados pelas partes exiladas.

Costumam ser descuidados e incentivam que a pessoa se torne absorta consigo mesma, e por vezes, narcisista.

Para Marcelo L. Pelizzoli, o propósito de gerentes e bombeiros é manter os exilados bem separados, buscando se protegerem e protegerem a pessoa.

 

Partes traumatizadas

 

As partes traumatizadas são chamadas de exilados e são formadas como resultados de acontecimentos traumáticos, principalmente aqueles que ocorreram na infância.

Esses acontecimentos podem ser abandonos, falta de apoio emocional e/ou nutricional, etc., e causam uma estagnação da pessoa no tempo.

São exilados dos pais, da família e também podem sofrer com traumas transgeracionais.

Marcelo L. Pelizzoli afirma que eles podem se apresentar nos espaços orgânico, emocional, cognitivo, comportamental, familiar ou sistêmico.

Dessa maneira, os gerentes tentam impedir que eles sejam identificados como parte da pessoa, evitando as emoções dolorosas, mas isso não é saudável.

Os gerentes transferem para os exilados as cargas de medo, vergonha, repulsa ou negação. 

Assim, quando as partes exiladas assumem o controle, geralmente colocam a pessoa em perigo.

Exilados buscam amor e cuidado. Procuram uma figura que se pareça com aquela que os rejeitou a fim de encontrar esse amor e proteção para curar a dor de terem sido rejeitados.

Enfim, desejam encontrar a segurança que não tiveram. Por vezes, acreditando que conseguirão isso, acabam suportando abusos e humilhações.

 

Partes saudáveis 

 

As partes saudáveis são representadas pelo Self.

O Self é o núcleo da pessoa, o ponto de atenção e observação conscientes. É a parte que apresenta clareza e serenidade.

Quando estamos em conexão com o Self, apresentamos os “8 Cs”: 

  • Curiosidade;
  • Clareza;
  • Calma;
  • Criatividade;
  • Coragem;
  • Conexão;
  • Compaixão;
  • Confiança.

Assagioli considera que o Self é a habilidade de permanecer centrado mesmo em situações difíceis de estresse interno. 

É como ter a mente consciente e sã, independentemente de alterações e mudanças acontecendo no organismo.

Através dele exploramos conhecimentos sobre nós mesmos e observamos as subpersonalidades sem expressar julgamentos, apenas as compreendendo.

Interpretamos os sentimentos intensos, positivos e negativos, passageiros e duradouros, aceitando e lidando com todos eles.

Todas as partes precisam ser consideradas porque fazem parte de nós. Essa é a base da chamada “terapia das partes”. 

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