Recordando a nossa natureza Divina com o auxílio do Maha Lilah

Maha Lilah é uma ferramenta de autoconsciência que te convida a se reconhecer como o infinito que é.

 

Fonte: Palestra Veetshish OM na 3ª Jornada Maha Lilah

Explorar processos de autoconhecimento é a maneira que encontramos de nos reconectar a quem somos e aonde queremos chegar. Sabemos que muitas vezes a vida nos leva por caminhos que não condizem com as nossas crenças ou expectativas para nós mesmos.

O Maha Lilah é um jogo que oferece profundidade e expansão da consciência, auxiliando-nos na ação de acalmar as desarmonias que abrigamos e as confusões internas que nem sempre reconhecemos pelo que são.

O jogo nos orienta por uma jornada de mergulho em nosso Eu, reconhecendo padrões nocivos de comportamento, hábitos que se repetem como também o Darma.

Quando falamos sobre os conceitos espirituais indianos, estamos nos referindo a um conhecimento profundo que fala sobre o bem viver e a busca realizada por todos os seres humanos, consciente ou inconscientemente.

Temos a meta do prazer, que abriga a satisfação e o gosto por paisagens, alimentos, a beleza em todas as suas formas, e a meta da segurança, pois intimamente nos sentimos inseguros em relação ao nosso corpo, ao sofrimento, à ideia da morte inevitável, aos sentimentos de outras pessoas.

Essas metas são então acompanhadas pelo Darma, que age como a substância de tudo. Refere-se aos nossos valores mais profundos e nos faz ser quem somos. 

Cada pessoa tem um Darma diferente e reconhecê-lo só é possível através de uma jornada para dentro, para entender quais os valores nos orientam.

 

Ensinamentos do Bhagavad Gita para o nosso bem viver e nosso interior

 

O Bhagavad Gita é um texto religioso que narra a conversa entre Krishna e o herói Arjuna no campo de batalha de Kuruksetra. Em lados opostos da guerra, Duriodana e Arjuna chegam à fazenda de Krishna ao mesmo tempo para pedir sua ajuda.

Ao acordar, Krishna vê primeiro Arjuna e depois Duriodana. Sabendo que não poderia ajudar os dois da mesma maneira, sugere o seguinte: ele iria para a guerra ao lado de um, sem lutar, apenas conduzindo a charrete, enquanto o outro poderia ficar com seu exército e armas. Como tinha visto Arjuna primeiro, oferece a ele a decisão.

Arjuna escolhe a companhia de Krishna, para a felicidade de Duriodana, que acredita ter tirado a sorte grande ficando com todos os equipamentos de guerra.

 

Aqui se inicia a primeira lição, uma vez que nós nos deparamos com essa pergunta em muitos momentos:

Quem irá tomar as rédeas do meu destino? Quem irá conduzir a minha carruagem? 

 

Vamos escolher o universo materialista que aparentemente nos trará vitórias? Ou seguiremos com a força superior, que nos auxilia a alinhar as circunstâncias e promover harmonia?

 

No texto, Krishna ensina a Arjuna, e a nós, que ir atrás do mundo de conquistas materiais nos afasta do Darma, da compreensão de nossa verdadeira essência que age em prol do coletivo. Tudo isso faz parte da consciência cósmica.

 

Descobrir o nosso Darma é uma jornada interna

 

Krishna ensina que o caminho espiritual não é de fora para dentro, como tentam nos convencer no mundo de hoje. Compreendemos a real natureza de tudo quando contemplamos o interno e vamos até o profundo de nossos corações e de nossas almas.

Alguma vez você já reagiu sem nem saber o que estava sentindo? Isso acontece quando não sabemos a verdadeira intenção de nossos corações, e essa intenção é o Brahma infinito e imutável. As inseguranças, o corpo físico, tudo isso é passageiro, como um filme com uma duração estabelecida.

Lembra das metas por prazer e segurança que mencionamos ali em cima? Quando não são acompanhadas pelo Darma, acabam sendo regidas pelo ego. E não é isso o que queremos. 

Krishna fala sobre o Carmaioga, que nos ajuda a perceber que uma atitude só pode satisfazer o coração se for pelo todo, revelando o divino e a harmonia em cada situação.

No silêncio meditativo, quando retornamos ao centro do Eu, criamos um espaço onde nascerá a sabedoria. Ainda que as situações do mundo não sejam perfeitas, a consciência do Eu é e é assim que encontramos as virtudes e o caminho correto para agir.

 

O papel do Maha Lilah em seu processo terapêutico de consciência

 

A primeira casa de Maha Lilah já fala sobre as dores da alma e os impulsos tomados por quem não está em harmonia com o centro de si mesmo. Cada casa, serpente, linha e coluna do jogo possui uma riqueza que estimula a compreensão de virtudes e facilita a vida.

Por vezes nos encontramos perdidos, sem saber qual o próximo passo a dar. O jogo já se inicia na consciência cósmica, ensinando que o seu Eu profundo permanece o mesmo, ainda que suas ideias mudem com o tempo. Cada casa incita uma reflexão e te ajuda a se alinhar com o seu Darma.

Tudo isso culmina na última meta, a libertação. Aqui, você deixa de ser um buscador porque encontrou a realidade infinita de seu Eu, a sua verdadeira identidade.

 

Sua mente se alinha com a reflexão do divino, seu coração se abre e você enfim pode acolher tudo o que vive, com a certeza de que pode fazer melhor amanhã.

Assim, não precisa mais buscar o prazer nem a segurança, porque entende que você já é esse todo. Você é o infinito.

Se essa reflexão fizer sentido pra você, e quiser expandir o seu olhar para reconhecer o verdadeiro condutor da sua vida, enxergando como tudo se baseia em presença e consciência, agende uma sessão de Maha Lilah aqui.

Comenta como esse conhecimento chega pra você?

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Maha Lilah: o jogo que nos conduz ao mapa da autoconsciência

 

A Filosofia Hindu por trás do jogo Maha Lilah

 

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