Lilah: o jogo de tabuleiro que impulsiona o Caminho de Liberação da consciência através da Evolução dos desejos

Com o jogo Lilah, revisitamos o conhecimento de que somos seres em comunhão com a divindade.

 

O Maha Lilah é um jogo milenar que foi redescoberto e republicado por Harish Johari, sendo hoje utilizado no mundo inteiro, com diferentes significados, interpretações e propostas.

As flechas apontam para cima, a direção que se almeja, e as cobras apontam para baixo, significando o que está lhe travando. Pode ser usado como uma ferramenta terapêutica para identificar alguma inquietação bem como para o crescimento espiritual.

Se você chegar a um ponto do jogo onde “empaca”, este lugar do qual não consegue sair pode representar o que você precisa trabalhar com mais profundidade e atenção.

 

Lilah: o jogo da vida

 

A principal mensagem do Lilah é exatamente entendê-lo como um jogo que demonstra a maneira como vivemos.

A Advaita Tântrica, que age como a forma de perceber a Realidade Não Dual, nos ajuda a compreender isso melhor. No jogo, existem 8 linhas e o topo é o Absoluto, a Realidade Não Dual.

Essa realidade está além dos elementos, planos da consciência, além de tudo, inclusive da manifestação do universo. É essa realidade que se almeja alcançar com o jogo.

O objetivo é sempre esse, é o nosso Norte: encontrar o Self que está em cada um de nós e que é parte da existência cósmica, que está sempre presente. 

Para alcançá-lo, precisa-se entender que tudo ao nosso redor é um processo de energia, tanto no jogo como na vida.

O Tantra Advaita nos ajuda a compreender quais energias atuam no jogo e a perceber qual a melhor maneira para evoluirmos, desde os estados mais baixos até a existência pura.

Essa é a tradição yogi. O jogo de tabuleiro é integrado em uma visão global, mas na tradição yogi, ele é uma ferramenta de aprendizado e entretenimento, que nos passa muitas lições importantes.

Peter Marchand relata que o propósito é olhar para o universo, e para a nossa própria vida, como um jogo, algo que não deve ser levado tão a sério.

 

Trilhando o caminho da liberação da consciência

 

A força criadora do universo nos agraciou com vários corpos: físico, espiritual, astral, emocional etc. Os tabuleiros do Maha Lilah representam o nosso corpo sutil.

É formado por 8 linhas e 9 colunas, sendo a coluna central relacionada com os nossos chacras. Cada casa do jogo representa um padrão vibracional, um estado de consciência. Ao nos identificarmos com um deles, significa que vibramos com determinado estado.

Essas vibrações representam uma ressonância com o que estamos sentindo. Identificamo-nos com esse campo vibracional e até a nossa visão de mundo está em concordância com esse padrão.

Todos esses estados são importantes e fazem parte do jogo da consciência. Este tabuleiro, criado pelos mestres da tradição hindu, é um ensinamento milenar e védico, que busca nos relembrar de que temos a energia divina dentro de nós.

O Maha Lilah traduz um caminho que serve para todos nós, cada um em sua singularidade e encontrando as próprias circunstâncias ao jogar. Ele revela o caminho da liberação da consciência: deixamos de acreditar que estamos sozinhos, nos recordamos da natureza divina.

Se você está muito identificado com um padrão, sua perspectiva também o segue. Os lugares de consciência são apresentados por altos e baixos, e quando vibramos em um determinado padrão, temos determinada percepção que corresponde ao mesmo.

Então, quando nos vemos em certos emaranhados da vida, estamos vibrando em energias dos primeiros planos da consciência, representadas pelo vazio, vitimismo, comparação com o outro, e nos identificamos com nossas emoções, não conseguindo enxergar o horizonte e nada além disso. 

Contudo, como seres livres, podemos nos “desindentificar” delas. Assim, ampliamos as possibilidades de nossa percepção e vivemos com mais entrega a uma orientação que vem da Alma. 

Na nossa percepção limitada, acreditamos que estamos em batalha, que tudo é ruim e que estamos de mãos atadas para mudar isso.

 

 
O que queremos é encontrar o Eu, a consciência cósmica. Precisamos nos afastar um pouco do universo e nos voltarmos para dentro, para encontrar a verdade ali e dessa forma sentimos que o universo é “Maya”, uma ilusão.

 

Ao fazer isso, dedicando-se a uma meditação profunda e a uma total imersão no próprio ser, quando abre os olhos internos, aí sim você vê: o que você encontrou lá dentro, você pode ver em todo o lugar ao seu redor.

 

A jornada de evolução dos desejos

 

O Maya, a ilusão do universo e do próprio ego, é importante. Se não acreditarmos que somos humanos, como agiríamos como tais? Nesse sentido, a “ignorância” é essencial para sabermos jogar o jogo da vida.

Com o Lilah e a libertação da consciência, o que buscamos é reconhecer que a ilusão existe, mas sem se emaranhar nela. É aprender a aceitar o que vier e o que não vier, porque assim a vida se torna mais agradável.

Assim o ego evolui e se identifica mais com o ser, impedindo que fiquemos obcecados com algo que deu errado. A natureza do jogo é mutável, assim como a natureza da vida. 

No fim, o que ele busca nos ensinar é que qualquer apego trará dor. Quando nos apegamos a determinado estado, isso resultará em sofrimento, porque os estados sempre mudam.

O jogo mostra a impermanência de tudo o que é.

E da mesma maneira, mostra a evolução dos desejos. Esse desejo que amadurece com a evolução espiritual.

O primeiro plano da consciência é a vibração da sobrevivência e da matéria. Relaciona-se com a segurança, moradia, saúde, alimentação básica, estabilidade financeira etc. É a experiência mais imatura e egoica: o momento em que as separações doem, porque estamos na limitação humana.

O segundo fala sobre as experiências prazerosas e divertidas, o entretenimento da mente e do corpo. O terceiro revela a vontade de construir algo e ser alguém respeitado socialmente.

O quarto fala sobre o desejo de ser amado, de se conectar as pessoas e de se envolver com as vidas delas intimamente, inclusive absorvendo seus problemas, o que causa infelicidade. O quinto mostra a vontade de entender o universo e como ele funciona, tentando encontrar uma fórmula para combater essa infelicidade.

O sexto fala sobre a vontade de entender os próprios sentimentos e criações, a busca pelo Eu interior. Já o sétimo fala sobre a expressão da nossa essência, da nossa verdade. E que está do oitavo acima é a liberação e a libertação completa das identificações com o Lilah.

Onde quer que estejamos, em cada quadro do jogo ou da vida, escolhemos estar ali. Temos o compromisso de compreender o para quê da escolha desses lugares.

Assim como no jogo, na vida lançamos os dados para nos mover. Os nossos desejos nos levam para os lugares, nossas emoções são nossa responsabilidade, e elas vão sinalizando como os movimentos em busca dos desejos nos impactam e instigam na jornada evolutiva.

Até quando estamos em um lugar onde não queremos estar, foi um desejo nosso que impulsionou o movimento que nos levou até ali. Temos que ser honestos sobre isso. Cabe a nós lançar os dados, e fazer o próximo movimento. Tudo vem e vai.

Isso faz sentido para você, para a sua existência? 

Oferecemos sessões do jogo Maha Lilah onde podemos aprofundar essas questões e te ajudar a alcançar a compreensão de como você tem lançado os dados da sua vida. Basta clicar aqui para agendar um horário.

Fonte: Peter Marchand, foi discípulo de Harish Johari, grande divulgador do Maha Lilah, na Europa, e participou da 3ª Jornada Maha Lilah

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6 Comentários
  • Mariana+Andrade
    Postado às 12:21h, 09 dezembro Responder

    Conheci o Maha Lilah com a querida Elza Paixão e me encantei. Tanto nas participações em grupo quanto na individual, este jogo e a Elza me ofereceram tanto acolhimento e amor que me permiti olhar para questões tão profundas e doloridas que não faria em outros lugares. É um lugar seguro, acolhedor e traz muitas resoluções já na partida, acessando chaves de consciência muito poderosas.. tapas na cara com muito amor e aquela sensação de que nada mais será como antes.. Somente gratidão por este jogo e pela querida Elza!

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    • Elza
      Postado às 00:44h, 11 dezembro Responder

      Ah! Pequena e grande Mari, quanto passos hem!? Sua confiança e abertura fez toda a diferença para o mergulho profundo… Que você possa colher os frutos da sua busca e encontro! Obrigada! <3

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  • Isabelle Falchetti
    Postado às 08:42h, 10 dezembro Responder

    Através do Maha Lilah pude trazer para o nível consciente um padrão. Foi importante e significativo olhar para esse padrão e a cada dia fazer escolhas diferentes de forma consciente.
    Agradeço a Elza pela sua condução!

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    • Elza
      Postado às 00:42h, 11 dezembro Responder

      Obrigada pela permissão, Isabelle! Abraço

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  • Luciane Morais Viana
    Postado às 20:53h, 12 dezembro Responder

    Para mim, Maha Lilah foi uma oportunidade de vislumbrar os passos necessários para sair da estagnação e seguir minha jornada pessoal de forma autêntica.
    Tanto individualmente quanto em grupo, as orientações foram certeiras!

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    • Elza
      Postado às 13:52h, 17 dezembro Responder

      Que seja uma linda jornada na expressão da sua Luz, querida! Obrigada!

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